Resposta rápida

Um sistema de inspeção por visão farmacêutico é um sistema automatizado baseado em câmeras que inspeciona cada unidade em uma linha de embalagem em relação a um padrão definido e remove as que forem reprovadas. Ele verifica o produto, a embalagem, a rotulagem e os códigos impressos na velocidade da linha, registra o resultado de cada unidade e rejeita os defeitos antes que avancem no processo. Em um ambiente de BPF, ele também gera a trilha de auditoria que torna o resultado da inspeção utilizável como evidência.

Uma linha que processa milhares de unidades por minuto não pode ser inspecionada por um operador que apenas observa a passagem dos produtos. A inspeção humana é feita por amostragem, perde qualidade ao longo do turno, e os defeitos mais importantes na indústria farmacêutica são justamente os que parecem quase corretos.

Este artigo explica o que um sistema de inspeção por visão faz, que problema ele resolve, como funciona passo a passo, os tipos usados na indústria farmacêutica, onde é aplicado na linha e como apoia a conformidade regulatória.

Ele faz parte do guia completo de sistemas de visão na fabricação farmacêutica.

O que é um sistema de inspeção por visão farmacêutico?

Um sistema de inspeção por visão farmacêutico é um sistema de inspeção automatizado baseado em câmeras, iluminação controlada e software de análise de imagens. Ele captura uma imagem de cada unidade em um ponto fixo da linha, compara essa imagem com os critérios definidos para o produto e age de acordo com o resultado.

Três funções são executadas em sequência para cada unidade que passa pela estação.

  • Captura. Câmeras de alta resolução registram a unidade sob uma iluminação projetada para as classes específicas de defeitos procuradas.
  • Comparação. A imagem é medida em relação a um padrão definido: dimensões, cor, posição, conteúdo impresso, qualidade do código.
  • Ação. Uma unidade reprovada é rejeitada para uma estação segura, e o resultado é gravado em um registro que pode ser consultado depois.

A terceira função é o que diferencia um sistema farmacêutico de um sistema industrial comum. Em um ambiente regulado, o resultado da inspeção é uma evidência, por isso o registro precisa resistir a uma auditoria, além de informar a linha.

Que problema um sistema de inspeção por visão resolve?

Três pressões convergiram sobre as linhas de embalagem farmacêutica, e nenhuma delas pode ser resolvida com a contratação de mais inspetores.

Por que a expectativa de zero defeito é tão importante na indústria farmacêutica?

Na maioria das indústrias, um defeito é um custo de qualidade. Na indústria farmacêutica, pode ser um evento de segurança do paciente e um recall.

Um cartucho com rotulagem errada envia o produto ou a concentração errados a um paciente. Um comprimido ausente em um blister altera uma dose. Um frasco-ampola trincado ou um lacre comprometido afeta a esterilidade. Nenhum desses casos é aceitável como resultado estatístico, e é por isso que os planos de amostragem que funcionam em outros setores não se aplicam aqui.

A exposição financeira segue a mesma lógica. Um recall custa muito mais do que o equipamento de inspeção que teria detectado o defeito, e o efeito sobre a reputação de um produto dura mais do que o próprio recall.

Como as regras de rastreabilidade (DSCSA, EU FMD) afetam a inspeção?

A serialização tornou única cada unidade comercializável, e isso mudou a finalidade da inspeção.

Um código 2D Data Matrix impresso só é útil se for legível, estiver corretamente codificado e estiver associado ao produto certo. Essa verificação precisa acontecer na linha, em cada unidade, porque um código ilegível descoberto em um centro de distribuição se torna uma devolução em vez de uma venda. Pelo DSCSA, a unidade não pode ser verificada pelo destinatário. Pela EU FMD, ela não pode ser desativada na farmácia.

É por isso que a estação de visão deixou de ser apenas uma função de qualidade em uma linha serializada. Ela é a porta que decide se um número de série pode entrar na cadeia de suprimentos.

Por que a inspeção manual não consegue acompanhar a velocidade da linha?

As linhas modernas de contagem, blister e encartuchamento operam em velocidades nas quais uma pessoa não consegue examinar fisicamente cada unidade. Aplicações de contagem de comprimidos em alta velocidade inspecionam doses individuais em taxas de dezenas de milhares por minuto.

Mesmo em velocidades moderadas, a inspeção manual tem limites conhecidos. Ela é feita por amostragem e não de forma completa, então um defeito pode passar entre duas amostras. A precisão de detecção cai ao longo do turno. Inspetores diferentes aplicam os mesmos critérios de maneiras diferentes, e o mesmo inspetor os aplica de forma diferente na sétima hora em relação à primeira. As decisões sobre defeitos limítrofes não são registradas de forma que possam ser revisadas depois.

A inspeção automatizada substitui a amostragem por uma verificação de cada unidade, aplicada de forma idêntica no início e no fim do turno, com um registro para cada decisão.

Como funciona um sistema de inspeção por visão farmacêutico?

Cinco etapas, executadas em milissegundos, antes que a unidade chegue à próxima estação.

Etapa 1: captura de imagem

Um sensor detecta a chegada da unidade ao ponto de inspeção e aciona a câmera. A escolha da câmera depende do defeito: a resolução precisa ser alta o suficiente para que o menor defeito de interesse ocupe pixels suficientes para ser medido com confiabilidade, e a taxa de quadros precisa acompanhar a velocidade da linha para que a unidade seja capturada sempre na mesma posição.

Etapa 2: iluminação

Para a maioria dos defeitos farmacêuticos, a iluminação importa mais do que a resolução da câmera, porque é o contraste que torna um defeito visível. Uma trinca capilar no vidro, uma tampa flip-off levemente inclinada e um Data Matrix de baixo contraste em um cartucho brilhante exigem, cada um, uma geometria de iluminação diferente. Arranjos de retroiluminação, coaxial, domo e campo escuro são escolhidos para o produto e a embalagem específicos, e não aplicados de forma genérica. Um sistema que tem dificuldade com uma classe de defeitos geralmente tem um problema de iluminação.

Etapa 3: processamento de imagem

A imagem capturada é comparada com a receita daquele produto: tolerâncias dimensionais, valores de cor esperados, texto esperado, conteúdo de código esperado, grau de impressão aceitável. Ferramentas baseadas em regras tratam defeitos que podem ser definidos com precisão. Modelos treinados tratam defeitos que são mais fáceis de reconhecer do que de especificar.

Etapa 4: decisão

O sistema retorna aprovado ou reprovado para cada unidade de acordo com os critérios definidos. Dois modos de falha importam aqui, e eles puxam em direções opostas. Uma falsa aceitação deixa passar um defeito. Uma falsa rejeição descarta um produto bom. Ajustar o sistema para eliminar totalmente as falsas aceitações faz as falsas rejeições aumentarem, por isso a receita precisa refletir a variação real da produção, e não uma amostra ideal.

Etapa 5: rejeição

As unidades reprovadas são removidas por um desviador, empurrador ou jato de ar para uma estação de rejeito segura, e o evento é registrado com a respectiva imagem. Na indústria farmacêutica, a estação de rejeito é trancada ou controlada, e as unidades rejeitadas precisam ser contabilizadas para que a contagem seja conciliada no fechamento do lote.

Em aplicações de contagem de alta velocidade, a mesma sequência é executada no nível de cada dose. O CountSafe EC da OPTEL, por exemplo, acompanha os comprimidos pelas zonas de entrada, inspeção e rejeição em uma trilha vibratória, com uma câmera cobrindo seis trilhas e um bico de ar por trilha, em contadoras de 12, 24 ou 48 canais. Apenas o comprimido defeituoso é ejetado, então a linha continua funcionando. (Fonte: ficha técnica do OPTEL CountSafe EC.)

Quais tipos de sistemas de inspeção por visão são usados na indústria farmacêutica?

Quatro categorias cobrem quase todas as aplicações farmacêuticas. A maioria das plantas usa mais de uma, porque a escolha certa depende do defeito, e não de uma preferência geral.

O que é um sistema de visão 2D?

Um sistema 2D captura uma imagem plana e a analisa em um único plano, em escala de cinza ou em cores. Ele trata presença e ausência, posição, dimensões em dois eixos, cor, conteúdo impresso e leitura e classificação de códigos de barras.

Ele é o carro-chefe da embalagem farmacêutica. Posição do rótulo, impressão do cartucho, classificação do Data Matrix, cor e formato do comprimido e presença de componentes em um kit são todos problemas 2D. É mais rápido e mais barato de implantar do que o 3D e mais fácil de validar, porque a medição é simples de descrever em um protocolo.

O que é um sistema de visão 3D?

Um sistema 3D acrescenta altura e profundidade, normalmente por meio de triangulação a laser, luz estruturada ou câmeras estéreo. Ele mede geometrias que uma imagem plana não consegue resolver.

Usos farmacêuticos típicos incluem altura de assentamento da tampa, perfil de recravação, nível de enchimento em um recipiente, posição da rolha, perfil de selagem, marcações em relevo e geometria de empilhamento de caixas ou paletes. O 3D custa mais, é mais lento e leva mais tempo para configurar, por isso é aplicado de forma seletiva aos defeitos que realmente exigem informação de profundidade.

O que é um sistema de visão com IA?

Um sistema com IA usa modelos treinados com imagens de produtos bons e defeituosos, em vez de regras fixas escritas por um engenheiro. É a ferramenta certa para classes de defeitos mais fáceis de reconhecer do que de definir, como variações cosméticas em comprimidos, textura de superfície ou produtos com variação natural de aparência que geram falsas rejeições com tolerâncias baseadas em regras.

Há dois pontos a planejar. O sistema precisa de um conjunto de imagens representativo, que inclua defeitos reais e não apenas idealizados. E o modelo fica dentro de um ambiente validado, então as atualizações do modelo precisam de controle de mudanças, assim como uma alteração de receita. Trate os dois pontos como parte do projeto, e não como algo a resolver após o go-live.

Mais detalhes estão em nosso artigo sobre inspeção por visão com IA.

O que é um sistema de câmera inteligente?

Uma câmera inteligente reúne sensor, processador, iluminação e E/S em um único invólucro. Ela é autônoma, ocupa pouco espaço e custa menos que um sistema baseado em PC, o que a torna uma escolha prática para uma verificação única e bem definida em uma linha com espaço limitado.

A contrapartida é a capacidade. Inspeções complexas, várias câmeras sincronizadas, altas velocidades de linha e grandes bibliotecas de receitas são mais bem atendidas por um sistema baseado em PC, com controlador e câmeras separados. Uma regra útil: uma verificação, uma câmera inteligente; várias verificações que precisam concordar sobre a mesma unidade, sistema baseado em PC.

Para uma comparação mais completa, veja os diferentes tipos de equipamentos de inspeção por visão.

Onde a inspeção por visão é usada na fabricação farmacêutica?

As aplicações vão da forma farmacêutica até a caixa de expedição.

Inspeção de comprimidos e cápsulas

Cor, tamanho, formato, presença e integridade de comprimidos e cápsulas, em envasadoras de canaletas (slat fillers) e envasadoras de frascos. Defeitos típicos detectados: comprimidos quebrados, cor errada indicando produto errado, unidades com tamanho excessivo, produto estranho ou intruso e defeitos de superfície. A rejeição ocorre antes que a dose chegue ao frasco, o que protege contra contaminação cruzada e contra uma contagem errada.

Inspeção de blisters

Verificações alvéolo por alvéolo de comprimidos e cápsulas ausentes, quebrados, descoloridos ou fora de posição, além da integridade da selagem e da impressão da tampa do blister. Como o blister é selado logo após o enchimento, a inspeção precisa acontecer na curta janela antes da selagem, o que torna o posicionamento das câmeras e o projeto de iluminação uma restrição da máquina, e não um detalhe secundário.

Inspeção de frascos-ampola e ampolas

Nível de enchimento, integridade do anel de vidro, trincas, posição e cor da rolha e da tampa flip-off, integridade da recravação, presença e posição do rótulo. Vidro e líquidos são opticamente exigentes, por isso essa aplicação costuma combinar várias geometrias de iluminação e, às vezes, 3D.

Mais detalhes estão em nosso artigo sobre sistemas de inspeção de frascos-ampola e ampolas.

Inspeção de rótulos

Presença, orientação, posição e sobreposição do rótulo. Qualidade de impressão e arte. Verificação de caracteres, normalmente chamada de OCV e OCR, no número do lote, data de validade, NDC ou DIN, ID do rótulo e número de série. Essa é, na prática, a maior categoria, porque erros de rotulagem estão entre as causas mais comuns de recalls farmacêuticos.

Mais detalhes estão em nosso artigo sobre sistemas de inspeção de rótulos.

Inspeção de cartuchos e caixas

Impressão do cartucho e dados variáveis, presença e tamanho da bula ou do encarte, integridade do lacre de inviolabilidade e, no nível da caixa, a contagem, o conteúdo e o rótulo impresso da caixa. A inspeção no nível da caixa é onde a qualidade da embalagem e a rastreabilidade se encontram, porque o rótulo da caixa é o identificador pai no registro de agregação.

Serialização e verificação de códigos

Leitura do 2D Data Matrix, verificação de que o conteúdo codificado corresponde ao texto legível impresso e classificação da qualidade de impressão conforme as normas ISO/IEC, para que códigos limítrofes sejam detectados na linha e não no destinatário.

Esse é o ponto em que inspeção e rastreabilidade se tornam um único fluxo: o código é impresso, lido, classificado e só então o número de série é comissionado. A mesma lógica vale no nível da caixa, onde o rótulo precisa ser verificado antes que o evento de agregação seja gravado. Veja nosso guia sobre requisitos de serialização e agregação para entender como as duas camadas se conectam.

O InspectProof da OPTEL cobre a inspeção de produtos, embalagens, rotulagem e kits com mais de 60 funcionalidades de inspeção. As opções de configuração estão na página da solução de sistemas de visão.

Como a inspeção por visão apoia a conformidade regulatória?

Em um ambiente farmacêutico, um sistema de visão traz obrigações de documentação que um sistema industrial não tem. Os requisitos vêm de várias direções ao mesmo tempo, e vale a pena ler esta seção junto com nossa visão geral das principais regulamentações farmacêuticas.

O que é o FDA 21 CFR Part 11?

O 21 CFR Part 11 estabelece as condições sob as quais a FDA aceita registros eletrônicos e assinaturas eletrônicas no lugar do papel. Ele se aplica quando registros exigidos por uma regulamentação subjacente são mantidos eletronicamente. Veja a orientação da FDA sobre o escopo e a aplicação do 21 CFR Part 11.

Para um sistema de visão, os requisitos práticos são consistentes: software validado, acesso seguro com contas individuais, trilhas de auditoria que registram quem alterou o quê e quando, proteção dos registros durante todo o período de retenção e capacidade de produzir cópias exatas para inspeção. Receitas são documentos controlados, por isso as alterações de receita precisam ser restritas e rastreáveis.

As regras de conteúdo dos códigos vêm junto. Os formatos de identificação de produtos mudam, e uma receita de visão precisa ser atualizada quando isso acontece; esse é o lado operacional de mudanças como a regra do NDC de 12 dígitos.

O que as BPF exigem?

Os requisitos de BPF para medicamentos acabados tratam diretamente das operações de embalagem e rotulagem, incluindo o exame da rotulagem antes do uso e a inspeção do produto embalado para confirmar que a rotulagem está correta. Equipamentos de inspeção automatizados são reconhecidos como um meio de realizar esse exame, desde que sejam qualificados e controlados.

Na prática, isso significa quatro pontos para um projeto de visão:

  • Qualificação. A documentação de QI e QO deve fazer parte do sistema entregue, e não ser elaborada depois. Confirme o que é padrão e o que tem escopo separado.
  • Liberação de linha. O sistema precisa permitir uma troca de produto verificada, para que nenhum material da produção anterior passe para a seguinte.
  • Conciliação de rejeitos. As unidades rejeitadas são contabilizadas e a contagem é conciliada no fechamento do lote.
  • Retenção de registros. Em muitas plantas, as imagens de defeitos fazem parte do registro do lote. Defina a política de armazenamento antes do go-live, e não depois do primeiro desvio.

Plantas que produzem injetáveis também seguem as expectativas farmacopeicas para inspeção de partículas visíveis. Elas são abordadas em nosso artigo sobre as diretrizes de inspeção visual da USP.

Verificação de conformidade antes da publicação: o parágrafo sobre BPF faz referência às disposições de exame de rotulagem do 21 CFR 211 em termos gerais, sem citar uma subseção específica. Se sua equipe de conformidade se sentir segura para citar a cláusula exata, incluí-la fortaleceria a página. A frase sobre a USP deve ser confirmada em relação ao artigo previsto no planejamento como Cluster 5.

Como a inspeção por visão apoia a conformidade com o DSCSA e a EU FMD?

Os dois marcos dependem de um código que possa ser lido com confiabilidade por outra pessoa, mais tarde, em outro local. O DSCSA exige identificadores de produto no nível da embalagem e troca eletrônica de dados interoperável. A EU FMD exige um identificador único que é verificado e desativado no ponto de dispensação.

A inspeção por visão é o que torna essa dependência segura. Ela classifica o código impresso conforme as normas ISO para que uma impressão limítrofe seja detectada enquanto a unidade ainda está na sua linha, verifica se os dados codificados correspondem ao texto legível e impede que um código reprovado seja comissionado como número de série ativo. No nível da caixa, ela verifica o rótulo pai antes que o registro de agregação seja gravado.

Se sua planta produz tanto medicamentos quanto alimentos ou suplementos, os paralelos entre os dois regimes de rastreabilidade são abordados em requisitos de conformidade do DSCSA e da FSMA.

Sistema de inspeção por visão vs. inspeção visual manual

Critério Inspeção visual manual Inspeção por visão automatizada
Cobertura Por amostragem 100% das unidades
Consistência Varia conforme o inspetor e a hora do turno Critérios idênticos aplicados a cada unidade
Velocidade Limitada pela capacidade humana Acompanha a velocidade da linha, chegando a milhares de unidades por minuto
Menor defeito detectável Limitado pela visão e pelo cansaço Limitado pela óptica e pelo projeto de iluminação
Verificação de códigos e impressão Inviável no nível da unidade Lê, verifica e classifica cada código
Registro de cada decisão Raramente registrado Resultado e imagem registrados por unidade
Evidência para auditoria Registros dos operadores e planos de amostragem Trilha de auditoria, imagens retidas, conciliação do lote
Principal risco Defeitos que passam entre amostras Falsas rejeições se a receita for ajustada de forma muito rígida
Melhor uso Investigação, classificação de defeitos, verificações não automatizáveis Inspeção contínua em linha

As duas abordagens são complementares, e não mutuamente exclusivas. A inspeção automatizada assume a verificação de rotina de cada unidade. A revisão manual continua sendo usada para investigação de rejeitos, classificação de defeitos durante o desenvolvimento e classes de inspeção que não podem ser automatizadas em determinada linha.

Perguntas frequentes

Principais conclusões

  • Um sistema de inspeção por visão farmacêutico captura uma imagem de cada unidade, compara-a com um padrão definido, rejeita as reprovadas e registra o resultado.
  • A amostragem já não cobre o risco, porque as velocidades das linhas são altas demais, a tolerância a defeitos é praticamente zero e a serialização exige que cada código impresso seja verificado.
  • O processo tem cinco etapas: captura de imagem, iluminação, processamento de imagem, decisão e rejeição. O projeto de iluminação determina mais o resultado do que a especificação da câmera.
  • Sistemas 2D cobrem a maioria das aplicações de embalagem. O 3D acrescenta profundidade para geometrias como nível de enchimento e assentamento da tampa. A IA trata defeitos mais fáceis de reconhecer do que de definir. Câmeras inteligentes atendem a uma verificação única e bem definida.
  • As aplicações vão da inspeção de comprimidos e cápsulas, passando por blisters, frascos-ampola, rótulos e cartuchos, até a verificação de códigos no nível da caixa.
  • A conformidade depende de software validado, trilhas de auditoria, receitas controladas, conciliação de rejeitos e um pacote de qualificação entregue com o sistema.
  • Em uma linha serializada, a estação de visão é a porta que decide se um número de série entra na cadeia de suprimentos.

Próximos passos

Para ter uma visão completa de todo o ciclo de produção, leia o guia completo de sistemas de visão na fabricação farmacêutica. Para opções de configuração e especificações técnicas, veja a página da solução de sistemas de visão. Se você está na fase de seleção de fornecedores, nosso artigo sobre como escolher uma empresa de visão de máquina apresenta os critérios de avaliação que importam em uma análise técnica.

A OPTEL projeta e fabrica sistemas de inspeção para setores regulados desde 1989, com mais de 6.000 sistemas instalados no mundo todo.